Trata-se do estudo de processos de construção de identidade de povos indígenas e agricultores familiares, em particular do povo indígena Aikewára e dos agricultores do Projeto de Assentamento Belo Horizonte, que visam à garantia do lugar da diversidade em um território construído via políticas públicas universalizantes, e a partir do qual precisam interagir com agentes e agências governamentais e não-governamentais, para a garantia do direito à diferença. Discute-se: (1) as estratégias adotadas por esses grupos para manterem suas fronteiras enquanto grupos socialmente diferenciados; (2) as influências que o Estado e agentes de desenvolvimento exercem sobre esses grupos para a construção de suas identidades; (3) as possibilidades e os limites que ações públicas e privadas voltadas para o desenvolvimento dos grupos sociais pesquisados apresentam quanto à contemplação da diversidade na região. A perspectiva do etnodesenvolvimento é tomada no estudo como importante ferramenta para conhecimento e análise desses processos, uma vez que a diversidade no Território Sudeste Paraense é resultado da luta desses povos e comunidades, é feita por eles e para eles.

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