A tese, ao longo de seus quatro capítulos, analisa as medidas adotadas pelo SESP, – Serviço Especial de Saúde Pública –, entre 1942 a 1945 e as ações sistematizadas de saneamento básico e educação sanitária na Amazônia. A reflexão intenta problematizar as variadas atividades do Serviço, que se valiam do convencimento e, ao mesmo tempo, de envolvimento dos moradores locais. Ainda que essa instituição criticasse profundamente o modo de vida e as práticas de higiene e saúde dos habitantes do interior do Pará, sem a participação dessa população com os programas da agência, o mesmo seria fadado – logo nos seus primeiros momentos – ao fracasso. Esta tese defende como argumento central a ideia de que o SESP foi fundamental para a interiorização da saúde pública na Amazônia paraense, a partir de atividades que envolviam os moradores locais nas funções de visitadoras e guardas sanitários, da construção de postos de saúde e de hospitais, da instalação de abastecimentos de água, bem como estratégias de comunicação e propagandas pelo interior do Pará.

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