Esta tese de doutorado visa analisar as práticas de governamentalidade do trabalho infantojuvenil no Brasil e na Amazônia brasileira, de acordo com os relatórios do UNICEF de 1990 a 2015, problematizando seus saberes e poderes e tendo como referencial teórico o método histórico genealógico de Michel Foucault. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal de 1988 constroem a infância e a adolescência enquanto sujeitos de direitos e, por conseguinte, delimitam direitos constitucionais, estabelecendo saberes e poderes quanto à saúde, educação, esporte, lazer, cultura, ao trabalho, à convivência familiar e comunitária, à proteção especial, à habitação, às políticas sociais. Dessa forma, esta pesquisa objetiva também analisar genealogicamente os dispositivos articulados com a participação do UNICEF que intervêm e legitimam as políticas públicas governamentais e não governamentais, sustentando táticas de governamentalidade do trabalho infanto-juvenil na Amazônia brasileira.

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