O presente trabalho teve por objetivo analisar o desenvolvimento emocional do bebê a partir do método Bick de observação da relação mãe-bebê em contexto de cárcere. Foram observadas três díades por um período de cinco meses, a dinâmica se constituiu em iniciar com duas e após três meses uma foi substituída devido ao fato de que uma das internas recebeu liberdade provisória. O método Bick recomenda que o tempo total de observação deva ser de dois anos, os bebês foram acompanhados desde o nascimento, contudo houve uma adaptação quanto ao tempo do método. As transcrições foram feitas logo após as observações e supervisionadas pelo orientador que é especialista em Método Bick. Os dados foram agrupados em três categorias, a saber: a mãe e o seu bebê, o colo e o carrinho do bebê e o tempo de brincar. A Psicanálise embasa o referencial teórico, mais especificamente autores clássicos do desenvolvimento humano como Winnicott, Mahler, Klein e Spitz. A relação mãe-bebê foi diferenciada em cada díade, entretanto, as três mães eram jovens, de baixa escolaridade, apesar de serem multíparas, estavam no cárcere pela primeira vez, com dedicação exclusiva para o recém-nascido e do ponto de vista penal as três envolveram-se com tráfico de drogas. Este estudo contribuiu no sentido de mostrar que o método Bick pode ser empregado no contexto de cárcere para desvelar a relação mãe-bebê. Outra contribuição é o fato deste trabalho somar com a literatura específica sobre mulheres encarceradas com seus bebês que ainda é escassa.
Relação Mãe-Bebê em Contexto de Cárcere: Um Estudo Psicanalítico
Antonia Cláudia Soares Leão dos Santos
Orientadores(as)
Celina Maria Colino Magalhães
Janari da Silva Pedroso
Curso
Psicologia
Instituição
UFPA
Ano
2016


