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Modos de Subjetivação de Adolescentes ‘Incorrigíveis’ pelo Unicef no Brasil em Projetos de Aceleração da Aprendizagem na Distorção Idade-Série

15 de Abril, 2025 . Teses Marcelo Ribeiro de Mesquita

O objeto desta pesquisa foi a distorção idade-série escolar para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) como questão que se torna anormalidade, na sociedade do desempenho e da informação. Assim, como problemática de estudo, a temática tratada como objeto deste estudo tem em vista a singularidade dos casos que englobam os estudantes “a serem corrigidos” percebidos não como sujeitos e sim como dados e investimentos fabricados historicamente como produtos das relações de saber/poder constituídos a partir da hegemonia da educação escolar na modernidade e das ciências que lhe servem como substrato teórico. Perguntou-se: Como o UNICEF realiza o monitoramento do que denomina distorção idade-série? Como o UNICEF cria a noção de anormalidade a partir do processo de escolarização articulado à noção de desenvolvimento de crianças e adolescentes pela ideia cronológica vinculada ao desempenho? A tese afirma que o UNICEF, no Brasil age nas políticas de aceleração de aprendizagem no Brasil na correção do fluxo escolar e produz efeitos na subjetividade dos educandos vistos como corpos “a serem corrigidos” de forma etarista. A metodologia foi a genealogia a partir de Michel Foucault e a pesquisa documental da História Cultural. O objetivo geral foi problematizar e investigar os modos de subjetivação nas publicações do UNICEF e suas reverberações na implantação de projetos de aceleração da aprendizagem. Os objetivos específicosforam: perscrutar o cotidiano dos “incorrigíveis” no projeto de aceleração de acordo com as publicações do UNICEF; interrogar como os saberes e fazeres que possibilitaram a invenção do aluno com distorção idade – série nas políticas públicas educacionais para o UNICEF. Entre os resultados, é possível afirmar que o UNICEF, apesar de se preocupar com o direito das crianças e adolescentes à educação, acaba por realizar um processo de classificação etarista em relação ao processo de escolarização.

Autor(a)

Marcelo Ribeiro de Mesquita

Orientador(a)

Flávia Cristina Silveira Lemos

Curso

Psicologia

Instituição

UFPA

Ano

2024