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Fragilidade Ambiental na Bacia do Córrego Água Branca, Açailândia – MA

6 de Junho, 2025 . Dissertações Raifran Abidimar de Castro

Os projetos de governos que objetivam a disseminação e redistribuição espacial de atividades econômicas, em especial a indústria, têm impulsionado a degradação ambiental em todo o mundo, e mais recentemente na região Amazônica, destacando-se a parte oeste maranhense, onde a construção das rodovias BR 010 e BR 222, e das ferrovias Carajás (EFC) e Norte-Sul (EFNS) tornaram esta área propícia a implantação de grandes projetos industriais e agropecuários. A bacia do Córrego Água Branca (258 km²), abrange os territórios da cidade de Açailândia – MA (186,5 km² – 72%), Cidelândia (5 km² – 2%), Imperatriz (1,5 km² – 0,5%) e São Francisco do Brejão (65 km² – 25,5%). A área da bacia do córrego Água Branca apresenta-se degradada com graves prejuízos sócio-ambientais. O estudo da fragilidade ambiental fornece ferramentas que indicam possibilidades de utilização do solo suprindo as necessidades das populações locais de maneira sustentável, evitando a degradação do meio ambiente. O objetivo desta pesquisa é Identificar as áreas de maior e menor fragilidade ambiental da micro bacia do Córrego Água Branca, tendo como finalidade observar a situação real do ambiente em estudo, buscando promover a adequação dos usos às suas diversas características. Realizou-se o levantamento dos mapas temáticos de Geologia, de Pedologia, Geomorfologia, declividade, hipsiométrico e de uso e cobertura do solo nos anos de 1988, 1999 e 2008. Utilizando-se a metodologia proposta por ROSS (1994) e o software ArcGis 9.2 obteve-se as Fragilidades Potencial (cruzamento entre pedologia e geomorfologia) e Emergente (cruzamento entre a Potencial e os tipos de uso e cobertura) ambas classificadas em muito fraca, fraca, média, forte e muito forte. O córrego Água Branca nasce no município de São Francisco do Brejão numa área de altitude de 370m próximo da fronteira com o município de Cidelândia, com uma área de 258 Km² e corresponde a uma hierarquia fluvial de 3ª grandeza. Apresenta 19 cursos d’água que somam um comprimento total de 123,4 Km, com uma densidade de cursos d’água de 0,07 Km² e uma densidade de drenagem de 0,47 Km/Km², com a distribuição dos principais afluentes localizando-se principalmente na margem direita. A geomorfologia caracteriza-se por relevo Plano com formas tabulares e vertentes suavemente inclinadas (122 Km²); Relevo Suave Ondulado com colinas de topo convexo e vertentes de declividade suave (95 Km²); e Relevo Ondulado com morros com topos geralmente conservados apresentando altas declividades e em alguns casos vertentes escarpadas (41 Km²). Após a análise das imagens de satélite Landsat 5 – TM, datas 16/08/1988, 14/07/1999 e 07/08/2008 identificaram-se as seguintes classes de cobertura/uso do solo e suas respectivas áreas em 2008: agrovila (2,6 Km2 ); capoeira (48,8 Km2 ); capoeira permeada por pastagem (15,7 Km2 ); pastagem (166,7 Km2 ); núcleo urbano (4,6 Km2 ); povoado (2,9 Km2 ); silvicultura (15,8 Km2 ); e solo exposto (0,9 Km2 ). Os tipos de solos são Latossolo Vermelho Amarelo (113 Km2 ) e Argissolo Vermelho Amarelo (145 Km2 ). Segundo a classificação de Thornthwaite a área da bacia corresponde à seguinte tipologia climática C2 r A’ a’ e as chuvas estão concentradas entre os meses de novembro a abril. Sobre a fragilidade emergente destacam-se os seguintes dados: Muito fraca (8,1% da área da bacia), fraca (24,4%), média (16%), forte (42,2%) e muito forte (9,3%). Há 10 áreas com represamento do curso principal do córrego. Foram mapeadas 16 áreas com processos erosivos acelerados. Espera-se que esta pesquisa venha contribuir para a conscientização da população local e para a implementação de ações que resultem na melhoria da qualidade do ambiente do qual fazemos parte.

Autor(a)

Raifran Abidimar de Castro

Orientador(a)

Odete Cardoso de Oliveira Santos

Curso

Geografia

Instituição

UFPA

Ano

2007