Os projetos de governos que objetivam a disseminação e redistribuição espacial de atividades econômicas, em especial a indústria, têm impulsionado a degradação ambiental em todo o mundo, e mais recentemente na região Amazônica, destacando-se a parte oeste maranhense, onde a construção das rodovias BR 010 e BR 222, e das ferrovias Carajás (EFC) e Norte-Sul (EFNS) tornaram esta área propícia a implantação de grandes projetos industriais e agropecuários. A bacia do Córrego Água Branca (258 km²), abrange os territórios da cidade de Açailândia – MA (186,5 km² – 72%), Cidelândia (5 km² – 2%), Imperatriz (1,5 km² – 0,5%) e São Francisco do Brejão (65 km² – 25,5%). A área da bacia do córrego Água Branca apresenta-se degradada com graves prejuízos sócio-ambientais. O estudo da fragilidade ambiental fornece ferramentas que indicam possibilidades de utilização do solo suprindo as necessidades das populações locais de maneira sustentável, evitando a degradação do meio ambiente. O objetivo desta pesquisa é Identificar as áreas de maior e menor fragilidade ambiental da micro bacia do Córrego Água Branca, tendo como finalidade observar a situação real do ambiente em estudo, buscando promover a adequação dos usos às suas diversas características. Realizou-se o levantamento dos mapas temáticos de Geologia, de Pedologia, Geomorfologia, declividade, hipsiométrico e de uso e cobertura do solo nos anos de 1988, 1999 e 2008. Utilizando-se a metodologia proposta por ROSS (1994) e o software ArcGis 9.2 obteve-se as Fragilidades Potencial (cruzamento entre pedologia e geomorfologia) e Emergente (cruzamento entre a Potencial e os tipos de uso e cobertura) ambas classificadas em muito fraca, fraca, média, forte e muito forte. O córrego Água Branca nasce no município de São Francisco do Brejão numa área de altitude de 370m próximo da fronteira com o município de Cidelândia, com uma área de 258 Km² e corresponde a uma hierarquia fluvial de 3ª grandeza. Apresenta 19 cursos d’água que somam um comprimento total de 123,4 Km, com uma densidade de cursos d’água de 0,07 Km² e uma densidade de drenagem de 0,47 Km/Km², com a distribuição dos principais afluentes localizando-se principalmente na margem direita. A geomorfologia caracteriza-se por relevo Plano com formas tabulares e vertentes suavemente inclinadas (122 Km²); Relevo Suave Ondulado com colinas de topo convexo e vertentes de declividade suave (95 Km²); e Relevo Ondulado com morros com topos geralmente conservados apresentando altas declividades e em alguns casos vertentes escarpadas (41 Km²). Após a análise das imagens de satélite Landsat 5 – TM, datas 16/08/1988, 14/07/1999 e 07/08/2008 identificaram-se as seguintes classes de cobertura/uso do solo e suas respectivas áreas em 2008: agrovila (2,6 Km2 ); capoeira (48,8 Km2 ); capoeira permeada por pastagem (15,7 Km2 ); pastagem (166,7 Km2 ); núcleo urbano (4,6 Km2 ); povoado (2,9 Km2 ); silvicultura (15,8 Km2 ); e solo exposto (0,9 Km2 ). Os tipos de solos são Latossolo Vermelho Amarelo (113 Km2 ) e Argissolo Vermelho Amarelo (145 Km2 ). Segundo a classificação de Thornthwaite a área da bacia corresponde à seguinte tipologia climática C2 r A’ a’ e as chuvas estão concentradas entre os meses de novembro a abril. Sobre a fragilidade emergente destacam-se os seguintes dados: Muito fraca (8,1% da área da bacia), fraca (24,4%), média (16%), forte (42,2%) e muito forte (9,3%). Há 10 áreas com represamento do curso principal do córrego. Foram mapeadas 16 áreas com processos erosivos acelerados. Espera-se que esta pesquisa venha contribuir para a conscientização da população local e para a implementação de ações que resultem na melhoria da qualidade do ambiente do qual fazemos parte.
Fragilidade Ambiental na Bacia do Córrego Água Branca, Açailândia – MA
Raifran Abidimar de Castro
Orientador(a)
Odete Cardoso de Oliveira Santos
Curso
Geografia
Instituição
UFPA
Ano
2007


