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Espacialidades do Patrimônio Natural na Amazônia: Produção do Espaço em Cotijuba, Belém-PA

13 de Junho, 2025 . Dissertações Nabila Suelly Souza Pereira

Este trabalho tece uma discussão entre o conceito de patrimônio natural produzido por Scifoni (2006) e a produção do espaço social de Lefebvre (1974) tendo como área de estudo uma ilha amazônica representada por Cotijuba em Belém do Pará. O objetivo geral é de analisar a produção e reprodução do espaço do patrimônio natural na ilha de Cotijuba, atentando para as possíveis modificações no uso e ocupação do solo aferidas pelo produto da expansão do tecido urbano da metrópole. Para tanto utilizou-se os seguintes procedimentos metodológicos: a) revisão bibliográfica de temas como a geografia urbana e geografia da Amazônia para fazer uma discussão coerente entre a questão rural – urbano, a formação territorial de Belém; b) revisão bibliográfica a respeito de conceitos, temas e teorias, a saber: patrimônio natural, patrimônio cultural e produção social do espaço; c) revisão bibliográfica de caráter históricogeográfico sobre a área de estudo em questão; d) levantamentos documental sobre a ilha de Cotijuba e informações de Belém relacionados também a ilha; e) Entrevistas semiestruturadas que ocorreram associadas aos trabalhos de campo, realizadas com agentes chaves os quais foram selecionados na pesquisa, a saber: representantes da comunidade de Cotijuba, visitantes externos e poder público; f) observação sistemática de campo e registro fotográfico sobre os modos de apropriação e usos da ilha, sua organização social no cotidiano e dessa forma, sua reprodução social no espaço; g) análise e sistematização das informações e resultados e redação da dissertação. Como resultado, pode-se perceber que a produção do espaço em Cotijuba, como patrimônio natural não patrimonializado, contempla questões diretamente ligadas às atividades turísticas ali realizadas, a intervenção do poder público e a organização da comunidade local. Como como espaço de vivencia de antigos agricultores da colônia reformatória, migrantes de outras ilhas, da periferia de Belém, e donos de casas de veraneio, a ilha carece urgentemente de um ordenamento territorial que leve em conta seu patrimônio natural não esquecendo da necessidade de desenvolvimento socioespacial para seus moradores.

Autor(a)

Nabila Suelly Souza Pereira

Orientador(a)

Maria Goretti da Costa Tavares

Curso

Geografia

Instituição

UFPA

Ano

2016