Esta pesquisa analisou o processo de remoção das comunidades carentes de Altamira que viviam nas áreas de várzeas dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas, para os Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) nas áreas periféricas. O estudo se dá a partir da instalação da hidrelétrica de Belo Monte em Altamira e a reurbanização das áreas centrais, que, entre outros fatores culminou no afastamento de milhares de famílias, mudando toda dinâmica de suas vidas. Nosso objetivo principal é demonstrar que o processo de remoções planejadas dos moradores dos baixões se constitui como segregação socioespacial. Desta forma, apresentaram-se elementos que comprovaram a ideia levantada. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa onde se buscou, através das entrevistas semiestruturadas com moradores, identificar elementos que comprovem a segregação socioespacial. Os resultados deste estudo demonstraram que os moradores estão insatisfeitos com a mudança das suas moradias principalmente pelo fator mobilidade e que o distanciamento das áreas centrais acarretou outros problemas como desemprego, aumento da pobreza, violência, baixa qualidade de educação, agravamento na saúde, isolamento social, perda dos laços afetivos com vizinhos e familiares, perda da identidade com o rio entre outros agravantes de cunho social e psicológico. Assim, esta pesquisa comprova a tese inicial.
Cidade Desigual e a Segregação Planejada: O Caso dos Reassentamentos Urbanos Coletivos em Altamira, A
Darismar Silva Soares
Orientador(a)
José Queiroz de Miranda Neto
Curso
Geografia
Instituição
UFPA
Ano
2022


