Entrevistado: Prof. Dr. André Siqueira, Cientista da Computação. Tema: A revolução da Inteligência Artificial na previsão de eventos climáticos na região.
Entrevistador: Professor, a Inteligência Artificial está mudando a forma como estudamos a Amazônia?
Prof. André: Estamos vivendo uma mudança de paradigma. Antes, dependíamos de modelos estatísticos lentos. Hoje, algoritmos de Machine Learning conseguem processar petabytes de imagens de satélite para prever o risco de incêndios com semanas de antecedência. A IA é o nosso “novo telescópio” para entender a floresta em nível molecular e macroscópico simultaneamente.
Entrevistador: Há um receio de que a IA substitua o olhar do pesquisador?
Prof. André: De forma alguma. A IA nos entrega padrões, mas ela não tem a capacidade de interpretar o significado desses padrões dentro da realidade histórica e social da Amazônia. O papel do pesquisador agora é ser um curador: a IA gera o volume, mas o pesquisador confere a validade e a ética por trás da predição. É um casamento entre processamento bruto e inteligência crítica.


