Este estudo trata do processo de ressignificação e comodificação da iconografia da cerâmica arqueológica no artesanato produzido por uma cooperativa de mulheres. Elas estão reunidas no Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás (CMB) onde criam peças em cerâmica (vasos, tigelas, colares etc.) cuja decoração é inspirada nos motivos decorativos das cerâmicas encontradas em sítios arqueológicos da região. O CMB surgiu como um desdobramento de ações de educação patrimonial vinculadas a programas de arqueologia conduzidos pelo Museu Goeldi, em meados dos anos 2000, no âmbito do licenciamento ambiental. A pesquisa pretende contribuir para as reflexões sobre a socialização do patrimônio arqueológico na Amazônia.

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