Este estudo está dividido em três partes que se enlaçam entre si. A primeira pensa no contexto histórico do povo Tikuna na Alta Amazônia colombiana e suas fronteiras difusas com Brasil e Peru. Esta caracterização está delimitada ao redor das relações coloniais desiguais do poder, onde os Tikuna, sob sistema de exploração de recursos naturais e nos centros educativos como Escolas e internatos, ficam marginalizados diante das demandas de um projeto social hegemônico. Na segunda parte descreve-se, a partir de elementos etnográficos, a intervenção comercial e os programas de Governo que reproduzem o projeto hegemônico. Assim como os projetos educativos comunitários que resistem à hegemonia. Na terceira parte, estes marcos de análise dialogam com algumas das noções centrais da teoria crítica latinoamericana como as de colonialidade do poder, do saber e a interculturalidade. Noções que, por um lado caracterizam um projeto eurocêntrico e, por outro, permitem pensar em alternativas para dialogar com outros projetos sociais, nos quais as organizações sociais são protagonistas.

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