Nesta dissertação destacamos o vigente processo de dispersão metropolitana da cidade de Belém do Pará que reestrutura e refuncionaliza o espaço da Ilha de Caratateua (Distrito de Outeiro). Tal conjuntura apresenta pelo menos três agentes que contribuem em suas conflitualidades para essa produção do espaço na cidade: o Estado, o capital imobiliário e os grupos sociais excluídos que lutam por moradia. Em face deste contexto de disputas abordamos por meio da observação participante um movimento de ocupação urbana insular outeirense com o fito de analisar e discutir como se organiza, se espacializa e se territorializa diante de tal cenário. O trabalho conta com observações/exposição de análises de campo, revisão de bibliografia, entrevistas e dados quali-quantitativos (quadros, tabelas, gráficos e mapas). É uma contribuição geográfica à leitura dos movimentos sociais na atual formação sócio-espacial da cidade de Belém e de Caratateua. Conceitos como os de práticas espaciais insurgentes e territórios dissidentes são neste sentido relidos a partir da particularidade insular que revela as contradições imanentes à produção desigual do espaço em Belém, possibilitando como resultado uma compreensão sócio-espacial dos distanciamentos e das alternativas na busca pelo direito à cidade em um âmbito amazônico.

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