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Dinâmicas Familiares e Rede de Apoio Social de Adolescentes em Acolhimento Institucional e de Suas Famílias

Este estudo de natureza qualitativa aborda as percepções de familiares e adolescentes em acolhimento institucional acerca da rede de apoio social e das dinâmicas familiares. Fundamenta-se teoricamente em uma perspectiva sistêmica estudada a partir de uma revisão de narrativa da literatura que incluiu livros e artigos que abordavam as dinâmicas familiares, rede de apoio social e institucionalização. Utilizou-se o método de estudo de casos múltiplos. Primeiramente, objetivou-se conhecer as estruturas e dinâmicas familiares dos adolescentes. Para alcançar este propósito foi aplicado o genograma com quatro familiares, diário de campo e dados biodemográficos coletados em um formulário. Os resultados demonstraram que essas famílias são disfuncionais, pois se identificou diversas formas de violência na relação entre os seus membros e que não há clareza e definição dos papeis e fronteiras. Posteriormente, avaliou-se as percepções de cinco adolescentes (sendo uma dupla de irmãos gêmeos) e de quatro familiares a respeito das redes de apoio social. Foram utilizadas a entrevistas semiestruturadas, o mapa dos cinco campos e o diário de campo. Os resultados apontaram que os familiares são mais satisfeitos com as relações estabelecidas com o espaço de acolhimento do que seus filhos, entretanto houve um grau elevado de insatisfação com o campo escola, família e amigos e parentes, o que configurou uma rede de apoio frágil na vida desses familiares. Já os adolescentes apontaram com mais relevante as figuras adultas, principalmente a mãe, como principal apoio emocional; a escola e o espaço de acolhimento foram os locais com maiores graus de satisfação; o campo família teve o maior número de pessoas citadas, mas os adolescentes apresentaram concepções confusas sobre a família real e ideal, pois os mesmos relataram grandes conflitos nessa área, além do mais pode-se avaliar de uma forma geral que a rede de apoio desses adolescentes é pouca atuante e influente no desenvolvimento desses indivíduos. Portanto, é importante uma intervenção clínica e social para que essas pessoas adotem a prática da resiliência em suas vidas, com o intuito de diminuir ou amenizar os eventos estressores vivenciados.

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Autor(a)

Edson Júnior Silva da Cruz

Orientadores(as)

Lilia Iêda Chaves Cavalcante

Janari da Silva Pedroso

Curso

Psicologia

Instituição

UFPA

Ano

2015