Esta pesquisa tem por objetivo analisar como ocorreram as ações do Tribunal do Santo Ofício na Amazônia lusa – Maranhão e Grão-Pará – num recorte temporal mais que secular, entre 1640 e 1750. O intuito é perceber as estratégias empregadas pelo Santo Ofício como forma de espraiar seu poder em um período anterior à Visitação Pombalina de 1763, dentro da realidade da colônia de vasta extensão e diversas populações. Neste contexto, buscamos identificar os agentes do Santo Ofício, assim como, as formas utilizadas para implantar o disciplinamento moral e religioso neste espaço e nesta sociedade. Nos embasamos, como fonte principal, nos manuscritos dos Cadernos do Promotor da Inquisição de Lisboa, para, através deles, detectarmos os procedimentos estabelecidos pelos agentes inquisitoriais; apontar, quantitativamente e qualitativamente quais eram as denúncias mais relevantes do ponto de vista do Tribunal; e, identificar, por qual razão algumas queixas não se tornaram processos.

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