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Diáspora Negra nas Imediações da Transcametá, Baixo Tocantins: Perspectivas de Reinvenção de Memória, Educação e Identidade Cultural Afrodescendente, A

15 de Maio, 2025 . Teses Oberdan da Silva Medeiros

Este estudo objetivou analisar, dar visibilidade e problematizar a educação das relações étnico-raciais no Brasil a partir da Região Amazônica, mais especificamente das Comunidades Quilombolas das Imediações da Transcametá, dialogando com lideranças quilombolas e suas experiências. Sob a ótica analítica do processo diaspórico africano, as falas, saberes e práticas compartilhados no decorrer das entrevistas e o enlace que esses elementos possuem com a própria trajetória de vida deste pesquisador, a tese reverberou conceitos, categorias e definições afeitas á decolonialidade e à afrodescendência para compreender em quais dimensões pode se compreender a Diáspora Negra vicejada naquela localidade. Parte do seguinte problema de investigação: de que modo as lideranças quilombolas, suas experiências, atitudes e práticas atuais devem ser consideradas como cruciais no fazer-se quilombola hoje e são resultantes da reinvenção da memória e da identidade cultural afrodescendente na diáspora? Caracteriza-se como estudo qualitativo que composto por teorias e elementos empíricos resultado de uma pesquisa de campo, que parte do diálogo entre a Perspectiva da Afrodescendência com aporte na Decolonialidade. Nossas fontes são referências bibliográficas que nos abastecem o suficiente para irmos ao encontro das narrativas dos nossos sujeitos da pesquisa. Para tanto, lançou-se esforços no sentido de compreender o Estado do Conhecimento em que o campo analítico decolonial se materializou em cada fonte de pesquisa utilizada. A nosso ver a perspectiva decolonial nos tem sido muito próspera em sentido biográfico e epistemológico, assim como nos sentimos contemplados sob o aspecto metodológico com a proposta de Grupo Focal de Líderes Quilombolas interpretados a partir da Perspectiva da Afrodescendência. Nossos resultados convergem com nossa trajetória e que são guiados pelas seguintes questões norteadoras: 1) Tendo as lideranças quilombolas relações e experiências com outros sujeitos quilombolas num universo empírico, como as concepções (conceitos e pressupostos) decoloniais nos auxiliam na compreensão das relações étnico-raciais advindas do movimento de diáspora? 2) Como as histórias de vida dos afrodescendentes líderes quilombolas da região tocantina constituem sua formação identitária enquanto comunidade local, e até que ponto toma como norte a memória das práticas da comunidade? 3) Como se deu o processo de constituição das Comunidades Quilombolas das imediações da Transcametá, margem esquerda do rio Tocantins, no que tange aos seus líderes e seus elementos culturais, étnico-raciais e políticos e como isso está para a relação com a educação não formal (Pedagogia Própria)? Sustentamos a Tese de que, no lócus onde estamos inseridos, ocorre aquilo que a Literatura Decolonial tem afirmado, o processo de colonização fadou nossos povos tradicionais às distorções negativas do que funda o capitalismo em sua natureza exploratória, refletido pelo profundo silenciamento e sub-representatividade do povo negro, cuja possibilidade de ruptura se renova e se reinventa na atuação organizada das Comunidades Quilombolas das Imediações da Transcametá e que estas populações têm reexistido a este processo.

Autor(a)

Oberdan da Silva Medeiros

Orientador(a)

Carlos Jorge Paixão

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2023