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Congregação Filhas de Maria Auxiliadora e a Formação Feminina Salesiana no Instituto Dom Bosco em Belém do Pará: Entre a Educação, a Religião e o Trabalho (1935 – 1942), A

Esta Tese, intitulada A Congregação Filhas de Maria Auxiliadora e a Formação Feminina Salesiana no Instituto Dom Bosco em Belém do Pará: entre a educação, a religião e o trabalho (1935-1942), objetivou analisar como se constituiu a formação feminina dirigida pela referida congregação no Instituto Dom Bosco de Belém, entre 1935 e 1942. A pesquisa situa-se no campo da História das Instituições Educativas, realizada por meio da técnica de Análise Documental. Para fundamentar o objeto de estudo na perspectiva histórica, elencamos Marc Bloch e Edward Thompson para analisar a ação da Congregação Filhas de Maria Auxiliadora no tempo, os agentes educativos envolvidos e suas experiências de educação feminina pautadas na cultura institucional salesiana. Trabalhamos, ainda, o conceito de hábitus na perspectiva de Pierre Bourdieu, a fim de compreender a internalização e tradição das experiências culturais constituídas, a partir da educação feminina ministrada. Para discutir a História das Instituições Educativas, fundamentamo-nos, principalmente, em Justino Magalhães nas categorias de Representação, Apropriação e Materialidade institucional, a fim de identificar como as religiosas se apropriaram do momento histórico em que viviam e organizaram uma instituição educativa para o público feminino, implementando seu modelo de educação, especialmente para a juventude feminina, compreendendo ainda a organização e finalidade das práticas e do ensino, conectando as representações dessa educação feminina no contexto político, religioso, social e educacional do recorte temporal. Para estruturar a conjuntura nacional e internacional político-religiosa, valemo-nos de estudiosos experientes deste campo, como Riolando Azzi, Possidônio da Mata, Rodolfo Roux, Paula Leonardi e Agueda Bittencourt. Para discutir a educação feminina, recorremos principalmente a Michele Perrot e Margareth Rago, referências fundamentais no estudo da educação feminina no Brasil. Por fim, embasamo-nos em Ana Silvia Scott e Joan Scott para discutir a categoria gênero dentro deste universo institucional e educativo e suas relações com a formação feminina salesiana organizada pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Para a análise documental, pautamo-nos em André Cellard, Carlos Bacellar e Carla Pinsk. O corpus da pesquisa foi constituído principalmente por fontes do arquivo local do Instituto Dom Bosco: Cartas escritas de 1933 a 1937, Crônicas de 1934 a 1942, Álbuns de fotografias e Estatuto, além do Arquivo Geral da Congregação FMA com suas Cartas Circulares de 1933 a 1946 e Plano de Formação para a educação feminina. Os resultados apontam que a Congregação Filhas de Maria Auxiliadora implementou seu projeto formativo salesiano feminino em Belém a partir de 1935, oferecendo o Ensino Primário, Ensino Profissional e Oratório Festivo no Educandário Feminino do Instituto Dom Bosco de Belém. Em um momento político, cultural, religioso em que a Igreja convencionou que o destino feminino estava condicionado a maternidade e ao casamento, a Congregação Filhas de Maria Auxiliadora implementou uma educação feminina que encorajou a formação feminina para o trabalho, fundamentada em um ato intrínseco à condição material necessária de subsistência e necessidade humana. Por fim, identificamos uma obra bastante significativa das ações da Congregação na educação feminina para o trabalho em um espaço operário na cidade de Belém.

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Autor(a)

Maria Lucirene Sousa Callou

Orientador(a)

Laura Maria Silva Araujo Alves

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2023