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Colégio de Santo Alexandre e a Formação da Sociedade no Grão-Pará da América Portuguesa (1652-1759), O

Esta tese tem como objeto de investigação o Colégio de Santo Alexandre, instalado pela Missão Jesuíta em Belém, na Capitania do Grão-Pará, e o problema de pesquisa pode ser sintetizado na seguinte questão: que “lugar” ele ocupou na formação do Norte da América Portuguesa, a partir do campo educacional, ao longo do seu período de existência (1652-1759)? Assim, o objetivo do estudo visou compreender os significados e sentidos da presença desse colégio, na formação da sociedade constitutiva da Capitania do Grão-Pará. Para tal, estabeleceu-se como objetivos específicos: a) situar o campo teórico-metodológico do objeto de pesquisa, de modo a alicerçar as bases de sustentação da tese, materializadas pelas fontes escrutinadas; b) cotejar a produção acadêmica em relação à educação no período colonial brasileiro e à educação jesuíta para fazer um balanço e aprofundar estudos acerca do objeto da tese e temas adjacentes, além de apreender as estruturas de sentimento, o espírito do tempo, que ensejou a existência do Colégio de Santo Alexandre; c) contextualizar a missão jesuíta no Norte da América Portuguesa a partir dos fundamentos e experiências educacionais da Companhia de Jesus das condições materiais, sociais e culturais, além dos conflitos políticos, da Província do Grão-Pará; d) demonstrar, por meio de práticas educativas implementadas no Colégio de Santo Alexandre, como o projeto educativo dos jesuítas no Norte da América Portuguesa se processou na formação de uma sociedade paraense em construção. O estudo é fundamentado pela base teórica da história cultural e história das instituições. As fontes utilizadas estão compostas de documentos dos jesuítas (constituições, crônica, cartas, catálogos, inventários) e documentos régios (legislações, cartas, requerimentos). Os resultados revelam que o percurso do Colégio de Santo Alexandre se caracterizou pela instabilidade desde sua instalação até o final do século XVII. Os principais desafios enfrentados foram: a falta de padres qualificados e disponíveis para a docência, e as dificuldades de manutenção da Missão frente aos limites econômicos permeados pela questão da escravização indígena. Ainda assim, o colégio funcionou de 1652 a 1759, tendo exercido um papel importante na formação das almas, especialmente de filhos de colonos e indígenas, além de padres qualificados para o exercício da docência nas aldeias. Ao fim e ao cabo, defende-se a tese de que, no processo de complexidade da colonização, o Colégio de Santo Alexandre se constituiu em instituição educativa com atuação em diferentes espaços e aspectos, que fez nascer uma sociedade de formação cultural, econômica, política e educacional peculiar no Grão-Pará ao agir transversalmente nas relações produzidas entre os sujeitos constitutivos da Capitania.

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Autor(a)

Jane Elisa Otomar Buecke

Orientador(a)

Sônia Maria da Silva Araújo

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2024