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Pedagogias de Sujeitas Periféricas Egressas da EJAI no Território da Amazônia Paraense: Histórias de Resistências, Re-existências e Transgressões

14 de Maio, 2025 . Teses Francy Taissa Nunes Barbosa

Esta pesquisa tem como campo de estudo a modalidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), mais especificamente as pedagogias de sujeitas periféricas egressas da EJAI no território da Amazônia Paraense: histórias de resistências, re-existências e transgressões. Nesse sentido, buscou-se investigar a seguinte questão: se a escola historicamente tem sido um território de disputas, onde são negados direitos sociais, culturais, religiosos, políticos, geracionais, étnicos, territoriais e de gênero, questiona-se de que forma sujeitas periféricas, nos seus processos históricos de resistências, re-existências e transgressões demandam práticas e políticas educativas que atendam suas identidades interseccionais na EJAI? O objetivo geral foi compreender as identidades interseccionais das sujeitas periféricas e as estratégias do seu fazer cotidiano, para enfrentar diversas formas de violências simbólicas em suas dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais. Os objetivos específicos foram: identificar práticas educativas nos processos históricos de resistências, re-existências e transgressões das sujeitas periféricas egressas da EJAI; localizar nas políticas públicas educacionais de EJAI referências à interseccionalidade das sujeitas periféricas e analisar as relações de poder que perpassam a interseccionalidade das sujeitas periféricas face a EJAI. A metodologia adotada tem caráter qualitativo, resultante de ações participantes – observantes, com registros de entrevistas semiestruturadas, com quatro sujeitas periféricas e da sistematização de narrativas orais de estudantes durante a vivência em sala de aula. Utilizouse como ferramenta de análise a interseccionalidade para compreender de que forma as categorias de gênero, classe social e questões étnico-raciais se inter-relacionam e como as dimensões sociais das sujeitas periféricas, a saber: territorialidade, relações familiares, trabalho, educação, culturalidade, corporalidade, intergeracionalidade são atravessadas por essas relações de poder. Portanto, a tese que defendo é a seguinte: os processos de resistências, re-existências e transgressões vivenciados pelas sujeitas periféricas, no território da Amazônia paraense, são materializados de modo coletivo e solidário e o conjunto dos elementos que compõem as identidades dessas sujeitas podem denunciar diversos tipos de violências simbólicas nas dimensões sociais, políticas, econômicas, culturais, pelas quais são oprimidas na sociedade racista, machista, misógina, capacitista, homofóbica e, a partir da denúncia dessas violências, sinalizam para constituição de políticas e práticas educativas, que visem pedagogias outras voltadas para a valorização dessas sujeitas, uma vez que o saber, fazer, sentir, pensar, resistir, re-existir, transgredir das sujeitas periféricas são educativos e suas identidades interseccionais precisam ser contempladas efetivamente nas políticas públicas específicas da educação pluriversal, na organização curricular da EJAI e, consequentemente, na formação de professoras e professores.

Autor(a)

Francy Taissa Nunes Barbosa

Orientador(a)

Salomão Antonio Mufarrej Hage

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2024