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Família, Escola e Trabalho: Tempos e Espaços de Formação de Leitoras em Narrativas de Professoras Alfabetizadoras

14 de Maio, 2025 . Dissertações Selma Costa Pena

Com base em discussões que tomam como eixo central a história das práticas de leitura de professores, problematizo nesta dissertação como se constitui leitora a professora alfabetizadora ,indagando as relações que ela estabelece com a leitura e, em torno de quais necessidades se organizam suas práticas leitoras. Para tanto, busquei informações em narrativas obtidas por meio de entrevistas coletivas realizadas com três professoras da rede pública municipal de ensino. O diálogo estabelecido com autores que dão visibilidade a práticas de leituras interditadas e não autorizadas; os estudos que compreendem a leitura como prática sociocultural e o diálogo com autores que concebem a narrativa como caminho metodológico de investigação e elemento de formação, conduziram este trabalho como referência teórica e metodológica. As análises das narrativas apontam duas grandes fases do encontro das professoras com a leitura: uma anterior à escola e outra a partir da escola, ambas diferenciadas quanto a seus aspectos funcionais, sinalizando para a discussão de modelos de aprendizagem das práticas de letramento heterogêneas. Tal reconhecimento tornou possível a compreensão de que partindo de uma concepção de leitura como prática sociocultural, considerando os estudos do letramento, é possível entender que a relação que cada professora estabelece com a leitura diferencia-se em função do meio de socialização em que vivem; que sua formação leitora aconteceu no decurso da vida em contextos privilegiados como a família, a escola e os espaços de formação continuada e, que em cada um desses espaços, as professoras manifestaram diferentes práticas e modos de leitura, conforme suas finalidades e as práticas discursivas as quais tiveram acesso, o que demonstra cada vez mais a necessidade de estudos e pesquisas que questionem certos paradigmas que, de modo equivocado, elegem uma única forma de ler como legítima, em detrimento de outras igualmente válidas e importantes, como as apresentadas nesta dissertação pelas professoras alfabetizadoras.

Autor(a)

Selma Costa Pena

Orientador(a)

Sílvia Nogueira Chaves

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2005