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Síndrome de Burnout em Professores de Educação Física: Um Estudo na Perspectiva Social Cognitiva

1 de Maio, 2025 . Dissertações Erika Cristina de Carvalho Silva Pereira

A Síndrome de Burnout, é uma resposta emocional ao estresse crônico no trabalho, caracterizada por alta exaustão emocional, alta despersonalização e reduzida realização pessoal. A categoria docente, na qual se inserem os professores de Educação Física, tem sido apontada como uma das mais suscetíveis ao desenvolvimento dessa síndrome, em virtude principalmente das suas características de trabalho. Por outro lado, nos últimos anos, pesquisadores têm se voltado a compreender o Burnout a partir da Teoria Social Cognitiva (TSC), de Albert Bandura, que sugere o construto de autoeficácia como uma possibilidade não apenas explicativa, como também de auxílio na prevenção e tratamento da síndrome. A autoeficácia docente está relacionada ao quanto o professor acredita que pode realizar as atividades associadas ao êxito acadêmico dos alunos e em lidar com os desafios e obstáculos presentes no contexto educacional. Sendo assim, este estudo tem como objetivo geral analisar a prevalência da Síndrome de Burnout e a autoeficácia de professores de Educação Física. Para tanto, esta dissertação constitui-se de três estudos. No Estudo 1 realizou-se um levantamento das pesquisas sobre a Síndrome de Burnout e autoeficácia publicadas de 2008 a 2018, nas bases CAPES, ERIC, SCIELO E LILACS, onde foram encontradas 22 publicações. No Estudo 2, realizou-se uma pesquisa de campo, com 63 professores de Educação Física que atuam na Educação Básica, a fim de verificar a prevalência da Síndrome de Burnout e identificar os níveis de autoeficácia nestes docentes. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um questionário Sociodemográfico e de trabalho; o Maslach Burnout Inventory e a Escala de Autoeficácia de Professor de Educação Física. No estudo 3, realizou-se um levantamento de campo, com objetivo verificar a associação entre a autoeficácia e os níveis de Burnout de 63 professores de Educação Física que atuam na Educação Básica, utilizando as técnicas de Análise Fatorial (AF) e Análise de Correspondência (AC). Os resultados do Estudo 1 mostraram que entre artigos analisados 77,2% (n = 17) são internacionais e 11% (n = 5) são nacionais. Apesar de 10 pesquisas terem sido aplicadas com professores, apenas um artigo abordou o tema especificamente com professores de Educação Física. A análise de redes semânticas com grafos permitiu constatar que as palavras-chave com maior centralidade autovetor foram Burnout (0,86), autoeficácia (0,78) e professores (0,30). No Estudo 2 os resultados mostraram que 69,8% (n = 44) dos participantes registraram altos índices de exaustão emocional, 44,4% (n = 28) alta despersonalização e 41,2% (n = 26) baixa realização pessoal no trabalho. Com relação a autoeficácia, 3,17% (n = 2) dos docentes foram classificados com baixa autoeficácia, 55,5 % (n = 35) moderada e 41,2% (n = 26) com altos índices. Os resultados do estudo 3 constataram que, a partir da AF, os professores foram classificados em três grupos, com alta, média e baixa autoeficácia. Os três fatores explicaram, neste estudo, 73,75% da variância total das respostas dos sujeitos à Escala de autoeficácia. A AC mostrou que professores de Educação Física com alta exaustão emocional, alta despersonalização e baixa realização pessoal, manifestaram baixa autoeficácia enquanto que docentes com alta autoeficácia estão relacionados a média despersonalização, a média e alta realização pessoal e a média exaustão emocional.

Autor(a)

Erika Cristina de Carvalho Silva Pereira

Orientador(a)

Maély Ferreira Holanda Ramos

Curso

Educação

Instituição

UFPA

Ano

2019