O calor, a poeira, as estradas vazias e as cidades pequenas criam um ambiente que parece vivo, mas também inóspito.

“Uma das coisas que acho mais importante nessa segunda temporada é a série ter conseguido ampliar sua escala sem perder a identidade.” Foto: divulgação.
Quando Cangaço Novo estreou em 2023, a sensação que tive era de que finalmente alguém fizera uma série brasileira de ação que entendia a nossa cultura sem tentar parecer uma cópia de produções norte-americanas. E essa foi uma agradável surpresa em meio ao bolo de produções que maquiavam – ou romantizavam – as mazelas nacionais.
A primeira temporada funcionou para nós quase como uma história de origem: acompanhamos Ubaldo (Allan Souza Lima) chegando na cidade fictícia de Cratará e descobrindo o passado da família. Paralelamente, Ubaldo era lentamente absorvido pela lógica brutal daquele sertão dominado por bancos, milícias, sede (de poder) e violência. A temporada nos dava uma sensação constante de descoberta enquanto o universo dos personagens nos era apresentado. Fatalmente, mergulhamos de cabeça com eles.




