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Memória, Percepção e Experiência: A Geopolítica do Habitar Ribeirinho na Amazônia-Marajoara (Pará)

13 de Junho, 2025 . Dissertações Felipe Kevin Ramos da Silva

É necessário pensar a Amazônia como região fértil e complexamente constituída por geograficidades diversas. Nesse sentido, tomamos como ponto de referência uma comunidade ribeirinha, pertencente ao município de Muaná, oficialmente mesorregião do Marajó (Pará). O objetivo da dissertação é analisar e discuti sobre a importância da memória, percepção e vivência da comunidade como dimensões condutoras a reflexão geográfica. A paisagem, nesse sentido, surge como a totalidade da existência do ser ribeirinho, desvelando uma geografia que possui cheiro, cor e sabor, no devaneante fluxo de sua quadratura estética e ao seu modo poético-pensante de ser-no-mundo, no qual chamaremos de geopoética do habitar ribeirinho. Metodologicamente, nos lançamos à pesquisa-ação e a utilização do método fenomenológico em diálogo com o existencialismo, no qual a projeção perceptiva, a relação entre subjetividade/objetividade, interioridade/exterioridade tornam-se fundamentais à compreensão ontológica da cultura ribeirinha e sua formação espacial como devaneio poético da existência entre o rio e a floresta. Bachelard, Heidegger, Sartre e MerleauPonty e entre outros, são nossos convidados a mergulhar por este mundo enigmático onde imaginação, estética, mito e o real estão intrinsicamente envolvidos na iluminação recíproca da cultura ribeirinha amazônica-marajoara. A relevância, portanto, do presente estudo, está em demonstrar como a comunidade ribeirinha articula sua existência no cambiante fluxo, dialógico, com a natureza física, anunciando a importância dos lugares existenciais como princípios reflexivos aos estudos geográficos, inclusive, auxiliando para descolonização da região Amazônica como espaço hegemônico.

Autor(a)

Felipe Kevin Ramos da Silva

Orientador(a)

Sérgio Cardoso de Moraes

Curso

Geografia

Instituição

UFPA

Ano

2015