O presente trabalho tem como objetivo pesquisar de qual maneira Eros e Thánatos aparecem na obra poética de Max Martins, partindo do pressuposto que essas experiências ontológicas articulam-se em interlúdio (um jogo no entre). Dessa forma, será desenvolvida uma pesquisa que abarque novos rumos de pensar Amor e Morte fora de uma tradição metafísica, ou para fora dos paradigmas os quais foram empregados para esses fenômenos que excedem o homem dentro da poesia do escritor paraense. Na obra de Max Martins, é possível perceber um rompimento com as construções metafísicas que vigem na modernidade, haja vista que sua poética é permeada pelo questionar constante, oriundo de um pensamento sobre os acontecimentos que circundam a existência. Para o poeta, o homem é esse ente que cuida das coisas, faz sua trajetória existencial pelos questionamentos, que experimenta Amor e Morte originários, e não os categoriza em segmentos.Em outras palavras, para Max Martins o homem percorre a existência entre o jogo ontológico de Eros e Thánatos. De tal forma que em suas obras, esses fenômenos aparecem de formas e maneiras diferentes, pois Max Martins não se prende a uma expressão, mas experimenta em sua linguagem poética o acontecer de Eros e Thánatos ao longo de quase cinquenta anos de poesia. Neste sentido, por meio de uma abordagem hermenêutica, a proposta que aqui se apresenta suscita o desenvolvimento de um percurso interpretativo em torno da poética de Max Martins nas obras que contemplam a coletânea Poemas Reunidos 1952 – 2001 e Para ter onde ir, em diálogo entre os autores Martin Heidegger, Octávio Paz, Manuel Antônio de Castro, George Bataille e Platão, com o propósito de fomentar a discussão acerca da relação entre Amor e Morte que diverge da oposição geralmente empregada na modernidade, mas que há um jogo entre essas duas instâncias norteadoras da vida.
Interlúdio de Eros e Thánatos na Poesia de Max Martins, O
Natália Lima Ribeiro
Orientador(a)
Antônio Máximo Von Sohsten Gomes Ferraz
Curso
Letras
Instituição
UFPA
Ano
2017


