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No Subsolo do Nilismo: Literatura e Filosofia em Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis é, com justeza, um grande escritor brasileiro não somente pela sua criatividade e escrita, mas principalmente pelas suas ideias, sua postura diante dos valores, que não raro são questionados em suas obras, o que poderia representar uma postura que, longe de ser simplesmente pessimista, está voltada mais para um padrão niilista de pensamento e visão de mundo. Questionar nem sempre significa destruir. Mas se a destruição se faz inevitável, há de se repor outros valores. A morte nem sempre se configura como um fim, mas pode claramente representar o inicio de uma nova existência. Neste trabalho, será observada a questão do niilismo em Memórias Póstumas de Brás Cubas, acionando filósofos como Nietzsche, para pô-los em diálogo com outros escritores, como Dostoiévski, demonstrando que o niilismo não pode ser considerado um fenômeno regional, mas mundial, demonstrando que em Brás Cubas, tal niilismo converge para outros padrões e para uma possibilidade de resistência através do humor, do riso, da alegria.

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Orientador(a)

Antônio Máximo Von Sohsten Gomes Ferraz

Curso

Letras

Instituição

UFPA

Ano

2016